Desta
forma é preciso entender antes de tudo, que logística
é a parte da cadeia de distribuição que realiza
o planejamento, implementa e controla todos os fluxos e a armazenagem
dos bens, dos serviços e das informações entre
o local de origem e o ponto de consumo destes bens, gerando satisfação
para as exigências de todos os consumidores finais. Utilizando
este conceito, as empresas precisam implementar um ótima estratégia
para a aumentar a velocidade na cadeia de distribuiçaõ
do Fast Fashion que é a integração de informações,
a chamada EDI (troca eletrônica de dados).
Não há logística eficiente sem troca de informações
entre todos os elos da cadeia. Indústria, varejo e os fornecedores
de serviços logísticos precisam estar ligados através
de tecnologia da informação de forma on-line. Planejamento
de estoques, é outra estratégia primordial para que
não aconteça desequilíbrios entre os elos. Se
é necessário repor estoques diariamente, o prestador
de serviços precisa se preparar para executar atividades de
transporte, movimentação interna, picking, e entrega
ao varejo, e este precisa estar preparado para receber os produtos
com rapidez e segurança, uma vez adotando ferramentas e mecanismos
de controle, todos da cadeia tem ganhos efetivos.
Adotar
controles de mercadorias através de sistemas gerenciadores
de estoques e tecnologia via RFID (identificador de produtos via radio
frequência), os chamados tags, ajudam a controlar
de forma eficiente todos os movimentos na cadeia de suprimentos do
Fast Fashion.
Neste
setor já existem empresas que estão implementando etiquetas
de RFID, que emitem sinais para antenas, onde o controlam a saída
na indústria, controla movimentação nos prestadores
de serviços de logística, e no varejo, informam exatamente
o status do pedido, osicionamento da peça, inclusive com o
controle de estoques através de plataformas via web. Outro
fator de extrema importância para o
sucesso de uma logística estão nos processos operacionais
modelados à realidade de cada empresa. Todas as empresas da
cadeia de suprimentos possuem peculiaridades, e a modelagem de processos
antes da implantação de qualquer estratégia é
fator crítico
para o sucesso desta logística.
É vital mapear, desenhar e planejar o modo como a empresa executará
cada atividade dentro da cadeia. O planejamento da logística
não é somente papel da indústia. O varejo e os
prestadores de serviços logísticos devem participar
do planejamento de distribuição que a indústria
quer executar. Planejamento no Fast Fashion precisa ser diário
e no máximo semanal, pois há muitas variações
e sazonalidades que devem ser ajustadas no menor espaço de
tempo, pois em períodos maiores o planejamento previsto versus
o realizado quase sempre apresentará divergências.
Não adiantará planejar a entrega diária no varejo,
se por exemplo o contrato do prestador de serviços prevê
rotas de entrega 3 vezes na semana, e se o varejo possui exigências
de horários para recebimentos e restrições de
dias e local. Conseguir Níveis de serviço próximos
de 100% somente serão alcançados com custos altíssimos,
o que pode inviabilizar o preço final do produto. Por isso,
entender como funciona a cadeia de distribuição do Fast
Fashion é base para um planejamento dar certo. Caso não
tenha equipe, contrate profissionais com expertise para desenhar a
cadeia de distribuição e as estratégias para
uma logística eficiente. Logística eficiente é
o produto certo, no lugar certo, na hora certa e ao menor custo possível.
Concomitante
à redução de custos na cadeia, uma grande estratégia
para redução de estoques em toda a cadeia, é
implantar a reposição contínua de mercadorias,
que pode ser obtida com a integração entre indústria
e varejo, através da troca eletrônica de dados, que já
foi comentado no início do artigo, fazendo com que as informações
de compra dos consumidores, que são coletadas pelos leitores
de código de barras nos check-outs, sejam organizadas e passadas
aos demais elos da cadeia de distribuição. O processo
de RFID aprimora ainda mais esta reposição, pois poderá
informar instantaneamente o posicionamento da peça em toda
a cadeia. Assim a partir da venda no varejo, dispara informação
para a indústria, que informa o prestador de serviços
da necessidade de reposição de estoque, inclusive com
reposição de promoções, logística
reversa, avarias, posição de estoque, entre outras.
Alguns
serviços são básicos para o gerenciamento da
cadeia de distribuição do Fast Fashion, e entre eles
estão: despacho aduaneiro e controle de distribuição
(para produtos importados), Preparação de embalagens
e encabidamento, carregamento encabidado, etiquetagem e precificação
prévia de produtos, etiquetas RFID, montagem de kits promocionais
e sazonais, logística reversa, controle de estoques, gerenciamento
de armazéns via sistema de RF, software específico para
monitoramento das entregas em tempo real, EDI (troca eletrônica
de dados), fast picking, controle total de avarias, status de pedidos,
entre outros.
Para que o grande varejo melhore sua logística interna precisa
ter todos os processos logísticos modelados, de maneira que
consiga definir índices de performance para todos os processos
envolvidos. Possuir uma Central de distribuição é
estratégico, pois garante que a reposição e processos
de controle de estoques estejam adequados a sua necessidade. Possuir
parceiros logísticos eficientes ajuda a aumentar a eficiencia
interna e permite flexibilidade de operações. Implantar
sistemas de controles de armazéns, bem como de retaguarda de
lojas, ligadas à reposição contínua de
mercadorias desde o check-out até a indústria, garante
baixos indices de ruptura nas lojas. Planejar e
dimensionar toda a operação garante qualidade nas atividades,
além de previnir perdar durante os movimentos na cadeia de
distribuição. Lembre-se que a logística interna
do varejo é o maior fornecedor de serviços para a loja,
onde o sucesso desta depende 100%, do sucesso da equipe da logística
interna, quebrou um elo, a cadeia de distribuição terá
problemas.
Murilo
Almeida Economista. Pós-Graduado em Logística
e Supply Chain,
e MBA em Marketing pela FEA/USP, é CEO da Quebec Consulting
Consulting Consultoria especialista em Logística.
Atuou em
mais de 250 empresas em vários setores da economia desde 1995.
muriloalmeida@quebecconsulting.com.br www.quebecconsulting.com.br
16-99136-9365
TRANSPORTE
DE AÇÚCAR:
OPORTUNIDADE DE ECONOMIAS
Muitas Usinas de Cana de Açúcar exportam açúcar
bruto (VHP) ou até mesmo comercializam seu açúcar
no mercado interno, para isto estas empresas necessitam de transporte
eficiente e com custos acessíveis.
O que é visto no mercado, são empresas buscando sempre
a redução de seus custos para se manterem competitivas
e esta possibilidade sempre é bem vinda, principalmente quando
a necessidade de investimentos é nula ou muito baixa.
Uma
das grandes vantagens de se possuir custos menores que os concorrentes
é de conseguir ampliar seu mercado e assim conseguir economia
de escala. E uma boa forma de conseguir esta redução
é observando a área de transporte de sua empresa, pois
na soma dos custos logísticos de uma empresa, o transporte
é responsável por dois terços desta conta e observando
mais para dentro de sua empresa/Usina poderemos enxergar uma boa oportunidade
de ganho.
Esta oportunidade está localizada no escoamento de açúcar,
pois muitas Usinas de Cana de Açúcar utilizam a terceirização
para possibilitar a redução dos custos deste transporte.
Isto facilita em muito a operação, pois a disponibilidade
de veículos é por conta da(s) transportadora(s) contratada(s)
e a(s) mesma(s) sempre acaba(m) atendendo relativamente bem a demanda
por transporte na época de safra.
Mas este custo ainda pode ser reduzido, pois muitas transportadoras
que atendem estas Usinas não possuem capacidade operacional
para atendê-las e na maioria dos casos acabam recorrendo a transportadores
autônomos e com isto acabam agenciando o transporte para estas
Usinas.
Isto pode não ser nenhuma novidade para as Usinas, mas o que
pode ser realizado por estas indústrias é o agenciamento
direto do autônomo, ou seja, a contratação direta
deste autônomo para o serviço de transporte, que podem
ser motoristas que estão próximos a indústria
em busca de um frete de retorno para a sua região de origem
ou até mesmo os veículos das transportadoras parceiras,
isto faz com que a indústria economize com a diferença
que ela deixa de pagar pelo agenciamento, o que pode significar uma
boa economia no final de uma safra.
Vejam o exemplo aplicado e que já está implantado em
uma Usina do interior de São Paulo:
Foi identificado a oportunidade de ganho em relação
ao frete pago para as transportadoras, o que poderia gerar uma economia
de 10%, porém não era conhecido a forma e as dificuldades
de como se fazer a contratação do frete, pois a Usina
não tinha experiência com esta tarefa.
Então uma equipe foi montada para colocar em prática
este trabalho, foram estabelecidos quais seriam as etapas para a realização
do mesmo. As etapas do trabalho foram divididas em mapeamento dos
processos para esta contratação direta de serviços
de transporte, elaboração das cartas fretes, conhecimento
de carga, identificação de outros departamentos da empresa
que seriam afetados por este novo processo, sistemas de informação
para suportar e agilizar a operação, desde a pesagem
do veículo na entrada da indústria até a saída
do mesmo com o produto carregado e práticas que podemos chamar
de mercadológicas para que os donos de veículos e transportadoras
conhecessem a oferta de cargas desta indústria.
Com apenas uma parte da safra realizada através da contratação
direta, a economia de 10% foi confirmada e outras medidas estavam
sendo tomadas para a safra seguinte, como a identificação
de possíveis parceiros no transporte como, por exemplo, fornecedores
da indústria que chegam com seus veículos para a entrega
de insumos para a Usina.
Esta é uma forma rápida de se conseguir ótimos
resultados em relação a custos de transporte através
de ações simples e que necessitam de pequenos investimentos
e que está a disposição de qualquer indústria
canavieira e também de qualquer outro tipo de indústria.